19 setembro 2016

coisas simples



às vezes ser feliz está apenas à distância das coisas simples. percebo agora que a vida é - na maioria das vezes - muito mais fácil se não teimarmos em complica-la. ou em achar que a felicidade depende de metas longínquas. ou em adiar decisões que, em poucos segundos, tornam a nossa vida tão melhor. dar o passo certo devolve-nos à vida. é incrível como dizer palavras tão simples pode trazer mudanças enormes aos nossos dias. ou como a coragem para arriscar fazer o que mais queremos é afinal tudo o que precisamos para sermos felizes. o dia-a-dia ensinou-me que a felicidade vem das tais coisas simples de que não nos privamos. se nos permitirmos fazer as coisas só porque sim. ou porque nos apetece - e porque, afinal, não há nenhum bom motivo para não as fazermos - o mais provável é que é amanhã acordemos mais felizes. pelo simples facto de termos ousado desbravar mais um caminho. mesmo que não seja o certo (ou o que os outros chamam de certo). a felicidade faz-se de boas memórias. de recordações que fomos construindo. das emoções que guardamos na pele. o que conta no último dia é que tenhamos preenchido a nossa vida de aventuras - mesmo as mais simples - ao invés de ficar à espera do dia certo, ou das condições ideais, para podermos finalmente começar a ser felizes. insistimos muitas vezes em complicar. em racionalizar emoções. em equacionar inúmeras variáveis - que não dominamos - como se isso fosse garantia de sucesso. quando afinal, a verdade, verdadinha, é que o nosso sucesso apenas depende da vontade que temos no peito. e do quanto queremos afinal sorrir todos os dias :)


2 comentários:

angel_of _dust disse...

A felicidade está certamente nas coisas simples. Nas palavras curtas mas que dizem tudo. Nas teorias que não precisam de comprovativo - porque são praticadas sem quaisquer regras. A felicidade está em saber que não existem manuais-escritos-por-alguém-e-aceites-por-tantos que possam ensinar o que é estar simplesmente feliz.

Mas, talvez por ser tão "simples", por parecer tão certo para nós, tendemos a complicar. A ponderar em demasia. A analisar em demasia. A olhar em demasia - sem, no entanto, ver o que é tão necessário à alma. Esperamos muito. E, realmente, não dias certos para arriscar - nem dias, nem meses nem mesmo anos. O tempo passa e complicamos o que é simples. Mas será possível retornar à simplicidade que é tudo? Não voltar ao que passou - mas aproveitar as memórias e os brilhos e lançar novamente os dados de uma casa-de-partida inventada pela ilusão.

Laura Ferreira disse...

verdadíssima :)