14 janeiro 2009

vidas alternativas #2

E se eu te mostrasse o que há por debaixo da máscara do sorriso? E se fosse capaz de me mostrar de verdade? Sem ter de fingir para que sinta que gostas de mim…como seria se baixasse as armas, expondo as minhas dúvidas? Como seria se te mostrasse que não sou forte, que me faltam respostas para tapar os vazios onde moravam as certezas? E se descobrisses que tremo por dentro a cada escolha? E se visses que nem sempre sei para onde ir? Se soubesses como me sinto perdida…e se te confessasse que aqui faz sempre frio? E se visses em mim uma alma gelada? E se te admitisse que me faltam as forças? Que farias se te dissesse que preciso da tua mão para me puxar? E se tivesse coragem de dizer-te que me sinto sozinha? Que tenho medo das noites que me trazem de volta esta ausência e a ânsia de algum conforto…e se conseguísse mostrar-te como tenho medo? E que este medo me impede de arriscar pedir mais por temer perder este nada que conquistei…e se fosse capaz de sussurrar como me faz falta um abraço?


4 comentários:

Barrabás disse...

Pergunto-me isso todas as manhãs e deito-me todas as noites sem as respostas, adormeço no frio das minhas inseguranças...
Um dia, se encontrares a resposta a uma, só uma, dessas questões, por favor partilha...

Telmo R. Nunes disse...

desc a invasão...
só mesmo pa fazer um convite..

http://telmonunes.blogspot.com/2009/01/parabns-voc.html

obg

b.vilão disse...

Não me canso de citar o Cesariny:

Afinal o que importa é não ter medo. Fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício.

c. disse...

...e, depois de caída, importa também abrir novamente os olhos quando nos vemos mergulhados no vício. sem mais ar para respirar. sem forças para voltar à superfície :S