10 maio 2008

Em busca de contornos


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Janeiro 2008



Como traçar os contornos ao desconhecido? Será possível definir a forma de algo nunca experimentado? Conhecer aquilo que não sabíamos existir? Encontrar um nome para quando os sonhos conquistam território num espaço real? Parece que as letras nos escorregam por entre os dedos, quando tentamos encontrar palavras que não existem. Como quando tentamos guardar nas mãos grãos de areia. E, gota a gota, os minutos vão caindo. Formam uma poça de vontade. De desejo. Nasce a urgência de conhecer essa coisa que nos invade a alma. Entranha-se uma necessidade de criar um contorno. Não falo de limites – esses quero-os bem longe. Acabam sempre por nos impedir os movimentos, sufocando-nos, privando-nos do ar que alimenta o sonho. Por outro lado, os contornos dão-nos maior definição. São como que uma superfície palpável, com textura própria, que nos transmite segurança. Como luzes que brilham timidamente na noite, indicando o caminho. São um conjunto infinito de pontos que podemos moldar como quisermos (ou precisarmos). Um traço que podemos desenhar, ao sabor da emoção, delimitando a fronteira entre a ilusão e o real. Como uma forma de nos dizer: sim, é por aqui! E quando estamos perdidos, isso já é muito…

4 comentários:

Agre & Doce disse...

E eu fico a pensar: "o que será que esta menina anda a tramar?!?"... :P

*****

c. disse...

hum...não penses mais nisso ;)

Paulo Girão disse...

Muito bem escrito!

:-)
Paulo, o viking!

c. disse...

:$ oh viking...obrigada ***