30 abril 2008

Um aperto no coração

Tavira - Abril 2007


...palavra de honra que deviam chover lágrimas quando o coração pesa muito.
*

*
António Lobo Antunes




...e naquele segundo eu só quis desaparecer, ainda que por instantes. parar o mundo, para que não me sentisse tonta com as suas voltas. o chão escorregou debaixo dos meus pés e de mim escorreram todas as forças. voltei a ver no espelho a menina que chorava sozinha, com medo de ser descoberta. No lado esquerdo do meu peito senti um aperto que, aos poucos, se tornou num peso que não sei se consigo levantar. por muitas lágrimas que chovam, existem dores impossíveis de apagar.



5 comentários:

Dinesh disse...

Eu acho que no terreno queimado já começaram a crescer muitas flores novas, frescas, vivas...* :)

NoZ disse...

Existem,nao ha ctrl+alt+del que resulte. Mas uma certeza,atenuam com o tempo.

shiuuuu disse...

Obrigado pelo comentário lá no Shiuuuu...
... agora queremos algo mais...

Luís Filipe C.T.Coutinho disse...

Existem dores que por vezes não ficam facilmente esquecidas numa qualquer mesa de café ou num qualquer dia de ontem...

C. disse...

dinesh:
sei agora que este terreno ainda tem de ser bem adubado antes que possa florir :)

noz:
o tempo vai mudando o que sentimos mas não sei se isso é exactamente sinónimo de que vá atenuando. SEI que há dores que ficam para sempre, como cicatrizes na pele.

shiuuuu:
obrigada pela visita. quanto ao resto...não posso dizer porque é segredo ;)

luís:
as dores não são como objectos que podemos simplesmente abandonar em locais distantes. vivem para sempre dentro de nós apesar de às vezes conseguirmos fazer com que não se vejam ;)