10 fevereiro 2008

Rescue me

Ilha de Tavira - Fevereiro de 2008

Fugi para a minha ilha. Mas foi uma fuga pacifica e não desesperada. Uma fuga em busca daquela solidão que sabe bem e não dói, aquela que nos faz sentir que há sempre quem nos acompanhe (mesmo que só em memórias...). Uma busca pelo silêncio...daquele que nos preenche os sentidos em vez de nos deixar desorientados, que deixa fluir as ideias sem pregar partidas. E sentir o tempo a passar, lentamente, mas sem se arrastar. Cada momento é único e só nosso. Brincar na praia horas a fio, como uma criança que descobre pela primeira vez o toque da areia, e sentir o sol a aquecer-nos o corpo...e a alma! Deixar-me surpreender por uma onda atrevida e,
ao invés de ficar chateada pelo desconforto das roupas molhadas pela água do mar...sorrir! Sentir que naquele espaço nada é impossível e que, uma vez sozinha, nada me impede de ser quem quero! Pegar nas memórias, espalhá-las na areia, dividi-las em molhos, deixar que algumas sejam levadas pelo vento (já não fazem falta...), e correr atrás das mais valiosas que tentam escapar. Colocar-lhes atilhos coloridos em volta e etiquetas (que tanto odeio...mas que nestas situações permitem levar a dura tarefa até ao fim). Dar-lhes o nome que quiser, ou apenas um código secreto que só eu reconheço, para que mais tarde seja mais fácil encontrá-las caso as queira reviver. No final, já ao pôr-do-sol, pegar nos diversos molhinhos, arrumá-los novamente na mochila e ver como ficou mais leve...subitamente tudo parece tão mais fácil!

7 comentários:

Dinesh disse...

Bolas, tantas mentiras.

Foste para Tavira para te encontrares com o teu amante britânico de 67anos, que usa sandálias de couro com meias por baixo, e aqueles calçoes de Lara Croft. Ah, e aquelas camisola de flanela aos quadrados, com a malinha dos documentos a tira-colo, e o belo do boné enfiado nos cabelos já escassos e oleosos.

E no meio dos passeios nostálgicos e cúmplices, beberam muitos cházinhos de alga, e fartaram-se de brincar com os patinhos na banheira.

asa quebrada disse...

SE eu tivesse ido contigo, possivelmente não teria tido um acidente...........
raios partam isto tudo, se não deviamos ter uma bola de cristal....... =$

(já t estou a imaginar a correr e a falar sozinha na praia....ehehe....eu tnh desculpa, q bati c a cabeça...agora tu..... =P )

lov u daqui até à ilha (ida e volta)

C. disse...

dinesh: mas qual é que é o teu problema com os meus patinhos de borracha? Já não se pode brincar na banheira?!?

C. disse...

asa quebrada:
começo honestamente a achar que cada vez que vou para lá o mundo "cá fora" entre em colapso :( portanto de hoje em diante vens sempre comigo...para nos protegermos!

p.s.: honestamente, se tivesse uma bola de cristal não sei se queria saber o futuro...viver perdia grande parte da graça! (se bem que ajudava a prevenir estes sustos...)

Dinesh disse...

LOL, brincar na banheira é óptimo! Longe de mim implicar com essa tua prática tão salutar! :D

inês disse...

ah o teu blog não é para publicidade e o meu não é para difamações, eu cá não tenho material teu. mas noto uma certa vontade (mto escondida é certo) em me emprestares mais, aí em tua casa já há falta de espaço, um dia destes o parapeito (raio de palavra!) da janela está cheio e não deixa entrar raios de sol, aqui em odc tenho espaço. pensa nisso oh dealer!

na 6a sais a q hrs? eu tenho uma consulta no chiado as 15h30 mas aquilo atrasa sempre. lá para as 16h30 podes? rsp pelo msn q qdo entrar leio :)

qto à praia e ao algarve é sem comentários, qdo tudo o que me rodeia são livros e apontamentos. pronto tb sou mau feitio e depois?

kissssss *

C. disse...

inês...DESCULPA! Um pedido humilde de perdão...sabes que a idade não perdoa e eu já fui mais nova ;) os (poucos) neurónios fogem e não voltam. Tenho de organizar a minha biblio/fono/vídeoteca e criar uma base de dados para não difamar os clientes mais assíduos! De qualquer forma não te preocupes com o meu parapeito LOL

ps: o nosso encontro era para ser secreto, não?!? agora vão lá estar os fãs todos à molhada...já não se podem fazer coisas "só nossas"?

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