22 fevereiro 2008

Pessoas


Faz hoje dois anos que a Gisberta foi assassinada e tudo se mantém igual. Os 14 jovens que foram imputados pela sua morte foram julgados de forma relâmpago (à excepção de um que se encontra ainda em julgamento) e já cumpriram as suas penas. No entanto, os verdadeiros responsáveis mantêm a sua postura negligente optando por ignorar a necessidade de uma Lei de Identidade de Género.

O Estado Português continua a não reconhecer a cidadania a pessoas transexuais. O processo de alteração dos documentos, essencial para garantir a redução dos casos de transfobia e discriminação, é ainda um processo demasiado moroso e condicionado pela realização de uma cirurgia definitiva de reatribuição de sexo que nem todos os transexuais podem realizar por motivos de saúde.

Não posso suportar a ideia de que a Gisberta tenha morrido em vão e que hoje não se fale mais no assunto. Para aqueles que ainda têm dúvidas, para os que acham mais fácil ignorar e também para os outros que querem apenas compreender melhor esta questão da identidade de género deixo o
vídeo.

"Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda."
Balada de Gisberta, Pedro Abrunhosa

1 comentário:

黃立行Stanly disse...
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