28 janeiro 2007

Estou farta...

É oficial...estou farta de chegar a casa a cheirar a tabaco!!!

Todos os dias é a mesma coisa...entramos num café e somos forçados a sair porque não se consegue respirar lá dentro, vamos a um centro comercial e temos de circular pelos corredores com máscaras e com a garrafinha das lágrimas artificiais para não nos secarem os olhos no meio de tanta fumarada, vamos a um restaurante e temos de implorar às...como dizer...vá, pessoas, que estão ao nosso lado que façam o favor de não nos atirarem o fumo para cima enquanto desviam o cigarro de forma a não prejudicar as suas lindas criancinhas, vamos ao cinema e contemos a respiração de cada vez que ouvimos alguém a acender o isqueiro e pensamos: será que ele vai fumar aqui?!? Não, afinal era mesmo só para ver as horas!

Como se não bastasse ainda tenho de voltar para casa com a sensação de estar dentro de uma lareira, pelo menos a julgar pelo magnífico odor a queimado que me rodeia. Que nojo...

Estou farta de ser a mal humorada que se desvia das pessoas para não se queimar, que se sujeita a ficar na esplanada dos cafés nas noites mais frias e que resmunga quando não consegue respirar…será que sou mesmo eu que estou errada?!?


6 comentários:

Anónimo disse...

Dinesh:


Eu assino por baixo!!! :(

Catarina disse...

Deixa-me estar solidária contigo...afinal também faço parte do grupos dos "mal humorados" da festa do fumo!
Entretanto nao te devias queixar das esplanadas das noites frias...afinal, está só fresquinho! =P

joana disse...

eu assino por baixo também! (e depois, quando "delicadamente" lhes pedimos para apagar o cigarro - porque não é agradável estar a comer e a levar com o fumo dos outros) ainda olham para nós com uma cara de quem está obstipado há um mês!! é preciso paciência mesmo!
**

pedro disse...

Aquilo que me chateia ainda mais do que "esses fumadores nojentos e imbecis" são aquelas pessoas horríveis que conduzem carros. E o único grupo de pessoas que me enerva ainda mais é aquele dos que bebem e depois conduzem carros. Convenhamos, é mais provável morrer num acidente de automóvel (pelo menos em Portugal) do que por causa de um cancro no pulmão derivado do fumo alheio. E não é menos incomodativo conduzir nas nossas estradas do que é estar dentro de um café, não obstante o fumo. Parece-me muito fácil, e até preguiçoso, escolher um conjunto de pessoas ao qual podemos chamar de "os nossos inimigos" quando, se pensarmos bem, há coisas que nos afectam muito mais e das quais não falamos com tanta paixão. Este ataque colectivo e generalizado aos fumadores não faz sentido porque o problema maior não são eles mas sim a hipocrisia de governos incapazes de tomar medidas tão simples como a proibição de fumar em todos os recintos fechados. Admitam lá, quantos anúncios a bebidas alcoólicas é que viram na TV, durante os intervalos da programação natalícia, sem se revoltarem ou sequer pestanejar? O tabaco já foi uma droga socialmente aceite e, como todas as drogas, neste momento não está na moda. E é só isso, não tem nada a ver com o estarmos preocupados com o que quer que seja. Limitamo-nos a seguir a corrente de pensamento em vigor.
Bem, agora vou ali fumar um cigarro e pensar nesse mal horrível que são todos esses "condutores" que para aí andam a matar as nossas criancinhas e a poluir o nosso ambiente.

Catarina Mesquita disse...

desculpa Pedro, mas também és daqueles que utiliza cinto de segurança para não apanhar multas? ou que não rouba para não ser preso? Independentemente do governo proibir ou não fumar "indoors" penso que seja uma questão de civismo e respeito alheio! E aí sim, o país é uma miséria! Porque afinal o deixar de fumar e incomodar os outros só se for proibido?!?!?! Vamos lá pensar um bocadinho! E o que digo sobre isto sobrescrevo o que afirmaste sobre os condutores!

pedro disse...

Sim, Catarina, é realmente uma questão de civismo... Mas há gente que rouba não há? E gente que só usa o cinto de segurança porque é obrigatório, é ou não é verdade? Se não existisse uma lei a proibir as pessoas de se assaltarem umas às outras na rua, a que é que apelavas: ao civismo ou à criação de uma lei que proibisse os assaltos?