
Começou com a inquietação. O fascínio por descobrir cada caminho. Um deslumbramento pela infinidade de hipóteses com que me deparava. Havia a certeza de tudo ser possível. Bastava apenas escolher por onde ir. O que mais queria fazer. Aceitar a impossibilidade de abrir todas as portas. Render-me à inevitabilidade das escolhas e decidir. Escolher um ritmo e deixar-me ir. Uma espécie de por aqui e por ali. Marcado pelo dramatismo de não poder provar todos os sabores. Lá fora havia um mundo cheio de hipóteses. Eu só tinha de avançar ao sabor da vontade.
Depois veio o abalo. O mundo desabou. Os caminhos fecharam-se. Fiquei nos escombros imóvel. Agarrada à certeza única de não querer ir a lado nenhum. Nem por aqui nem por ali. Nenhum dos caminhos me cativava. Ainda cá estava - garantiram - mas não sabia onde. Perdi-me. Olhava e não reconhecia nenhum caminho. Nada era como dantes. O mundo não era o mesmo. Continuava a não saber por onde ir. Mas sabia definitivamente por onde não queria ir. Tinha perfeita noção de não querer aquele caminho. Era uma certeza que doía. Que de tanto arranhar escavou cicatrizes. Marcas que lembravam a urgência de avançar.
E lentamente habituei-me às ruínas. Aprendi a conviver com as sombras. E a fugir dos fantasmas. Buscando forças nos detalhes. Procurando entre as poeiras. Esboçando novos trilhos. A medo. Com passos incertos. Tacteando cada detalhe. Hesitando: por aqui ou por ali? Como quem procura o caminho no escuro. Como quem não sabe sequer onde quer ir e se move pela curiosidade de saber o que há no fim da linha.
Até que me desinteressei na busca. Cansei-me da viagem. Continuo a andar (?) mas sem um motivo. Movo um pé atrás do outro em modo automático. Sem olhar em volta. Como quem se cansou do caminho e acelera estrada fora. Os caminhos surgem mas não me cativam. Nenhum me toca. Há portas que se fecham mas eu sigo indiferente. O mundo está a desabar e eu mantenho o compasso. Indiferente ao que me rodeia. Intocável face a qualquer provocação. Imune a qualquer sensação. Subitamente tudo se tornou indiferente. Fui atingida por uma onda de apatia. A questão deixou de me fazer sentido. Posso ir por aqui. Também posso ir por ali. Mas na verdade tanto faz.
Depois veio o abalo. O mundo desabou. Os caminhos fecharam-se. Fiquei nos escombros imóvel. Agarrada à certeza única de não querer ir a lado nenhum. Nem por aqui nem por ali. Nenhum dos caminhos me cativava. Ainda cá estava - garantiram - mas não sabia onde. Perdi-me. Olhava e não reconhecia nenhum caminho. Nada era como dantes. O mundo não era o mesmo. Continuava a não saber por onde ir. Mas sabia definitivamente por onde não queria ir. Tinha perfeita noção de não querer aquele caminho. Era uma certeza que doía. Que de tanto arranhar escavou cicatrizes. Marcas que lembravam a urgência de avançar.
E lentamente habituei-me às ruínas. Aprendi a conviver com as sombras. E a fugir dos fantasmas. Buscando forças nos detalhes. Procurando entre as poeiras. Esboçando novos trilhos. A medo. Com passos incertos. Tacteando cada detalhe. Hesitando: por aqui ou por ali? Como quem procura o caminho no escuro. Como quem não sabe sequer onde quer ir e se move pela curiosidade de saber o que há no fim da linha.
Até que me desinteressei na busca. Cansei-me da viagem. Continuo a andar (?) mas sem um motivo. Movo um pé atrás do outro em modo automático. Sem olhar em volta. Como quem se cansou do caminho e acelera estrada fora. Os caminhos surgem mas não me cativam. Nenhum me toca. Há portas que se fecham mas eu sigo indiferente. O mundo está a desabar e eu mantenho o compasso. Indiferente ao que me rodeia. Intocável face a qualquer provocação. Imune a qualquer sensação. Subitamente tudo se tornou indiferente. Fui atingida por uma onda de apatia. A questão deixou de me fazer sentido. Posso ir por aqui. Também posso ir por ali. Mas na verdade tanto faz.