"Há quanto tempo viajamos? Para quê? se já não reparamos nas paisagens. Atravessámo-las da mesma maneira que a solidão nos obrigou a percorrer essas outras paisagens de cinza que sobrevivem. Viajamos porque é necessário enfrentarmos o desamparo dos dias, ao mesmo tempo que procuramos um lugar para descansar e nele ansiarmos por um regresso."
Al Berto
...quando, há uns meses, abri a minha gaveta, não esperava encontrar tão rápido formas de preenche-la. Descobri que para ter uma gaveta cheia basta que não a fechemos. Aprendi também que, por muitas polaroids que tenhamos, não é fácil encontrar um rumo. Afinal as memórias não chegam para construir o futuro, não nos dão certezas quanto ao caminho a seguir. Seria tão mais fácil que alguém nos pegasse pela mão e dissesse: "não tenhas medo, sei que é este o teu trilho". Mas parece que ninguém conhece esse segredo...ninguém me pode oferecer essa segurança de que necessito! Assim, reúno os meus mapas mais uma vez, e parto sem destino, em busca de novas bagagens que me tragam forças e motivos para regressar, levando apenas na alma uma vontade enorme de me encontrar finalmente!
...quando, há uns meses, abri a minha gaveta, não esperava encontrar tão rápido formas de preenche-la. Descobri que para ter uma gaveta cheia basta que não a fechemos. Aprendi também que, por muitas polaroids que tenhamos, não é fácil encontrar um rumo. Afinal as memórias não chegam para construir o futuro, não nos dão certezas quanto ao caminho a seguir. Seria tão mais fácil que alguém nos pegasse pela mão e dissesse: "não tenhas medo, sei que é este o teu trilho". Mas parece que ninguém conhece esse segredo...ninguém me pode oferecer essa segurança de que necessito! Assim, reúno os meus mapas mais uma vez, e parto sem destino, em busca de novas bagagens que me tragam forças e motivos para regressar, levando apenas na alma uma vontade enorme de me encontrar finalmente!
